Recrutamento e Melação

Vida e Estilo - Burrocráticas

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É um termo bem apropriado “recrutamento”, é uma guerra o mercado de trabalho, batalhas diárias, armadilhas, tudo pode ser perigoso para a estabilidade. Existem várias maneiras de escolher um funcionário e a maioria delas é idiota. Em vez da pessoa que vai trabalhar com o selecionado entrevistar pessoalmente os candidatos que passarem pelo crivo da capacitação técnica, delega a responsabilidade à  um setor ou uma outra pessoa.  Na maioria das vezes,  apenas o responsável pela área  que contrata entrevista os dois candidatos que chegam ao final do processo de seleção, como se fosse o único a trabalhar com o novo funcionário.  E para o coitado que chegou até essa etapa do cansativo processo é um campeão só pela participação...

Outra coisa que pode ser bem idiota é o processo em si, dinâmicas de grupo, psicólogos que fazem perguntas cretinas, redações e testes de todo tipo já foram experimentados por mim e me saí muito bem, talvez por não ser muito sincera na maioria.  Ora, quem responde sinceramente perguntas do tipo: ‘o que acha que precisa melhorar em você?’ Ninguém responderia que precisa colocar silicone ou que precisa deixar de ser boca suja. Todos vão manipular essa resposta, todos dirão coisas que o façam parecer mais esperto, mais responsável,  etc.  E muitas vezes perde-se um tempo enorme nessas entrevistas, várias etapas, dias e até semanas até decidirem que “seu perfil é excelente, mas a vaga foi preenchida por indicação interna”.

O ingrediente mais valioso em seu currículo pode ser o tal QI (quem indique) mesmo. As empresas terceirizam o trabalho de contratação e pagam uma quantia razoável para as empresas de recursos humanos torturarem as pessoas interessadas na vaga, para no final contratarem a filha de um amigo do chefe. E talvez essa seja a melhor maneira de se contratar, afinal teste algum revela se vamos gostar de uma pessoa que vai ficar 8 horas por dia dentro de um escritório, apenas o tempo de convivência. Haja networking para ser indicado para os empregos legais e que nos interessam, haja marketing pessoal para ganhar o jogo dos processos seletivos de RH, haja paciência para procurar emprego.  E, pra finalizar, uma observação oportuna para o aspirante a funcionário do mês: trabalho nem sempre significa emprego.

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Rafael Reinehr  - Recruta Zero |24-10-2009 12:59:43
avatar O recruta aí da imagem parece bem determinado a conseguir o emprego... Acho que, se chegasse assim na entrevista, poucos lhe negariam o emprego.

Fiquei tentando entender o que você quis dizer com "uma observação oportuna para o aspirante a funcionário do mês: trabalho nem sempre significa emprego". Fiquei cabreiro com o sentido que você quis impor à frase.
Lia Drumond |28-10-2009 08:12:36
avatar Ah, eu quis dizer que trabalho não falta, sabe? Vejo a maioria das pessoas saírem da faculdade prontos para serem empregados, poucos pensam em empreender, fazer algo para empregar... Ou vejo gente determinada a ser faxineira no exterior em dois períodos, sendo que se fizesse o mesmo aqui, também não ganharia tão mal. O glamour do emprego é a estabilidade, ou seja, pouca gente quer ter que trabalhar mesmo para garantir seu lugar, é a impressão que tenho.
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