Promessas vazias

OPS - Editorial

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Você vai ajudar? Mesmo?

 

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_____Já participei de diversos trabalhos voluntários e digo: sempre acabei um pouco decepcionado. Não foram os ideais que me decepcionaram e, muitas vezes, também não foram os resultados. Meu problema foi mesmo com os voluntários.
_____É óbvio que quem se prontificou a ajudar gratuitamente alguém está fazendo algo muito bonito e é bem melhor se voluntariar do que não fazê-lo. Mesmo assim, é triste dizer, os voluntários “fogo de palha” são a regra. Pessoas que acham a idéia bonita, ficam empolgadas e com vontade de auxiliar, mas que não cumprem com as mil promessas e planos que fazem.
_____Nos primeiros dias a participação é grande. Porém, trabalhar dá trabalho e, a cada dia que passa, mais e mais pessoas vão pulando fora, fazendo o serviço pela metade, faltando. No fim das contas, acabam por atrapalhar e quase chegam a desanimar quem está fazendo aquilo seriamente.
_____Já vi isso acontecer em tudo que é canto. De campanhas de doação de material escolar a cursinhos comunitários, de distribuição de alimento a portais de divulgação de cultura, de campanhas de saúde a grupos de esporte. Será que essa gente precisa de um chefe tirânico para fazê-las trabalhar seriamente ou só lhes falta vergonha na cara? Será que em seus trabalhos remunerados elas também são assim? Será que não se sentem mal em parar de ajudar ou em faltar com a palavra?
_____Não estou cobrando ninguém, nem apontando dedos em rostos, estou apenas colocando o tema em pauta. E, com sorte, acabo de dar um pouco de ânimo para um bom Voluntário que estava se sentindo só.



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Rafael Reinehr  - Voluntários em inação |03-08-2009 10:06:52
Pois, digníssimo Ulisses, é assim mesmo. Trabalhar com mobilização social é mais ou menos como espremer azeite de oliva de uma azeitona com as mãos. Mas se tudo fosse tão fácil, qual seria o desafio?

O que tenho aprendido é que um pequeno percentual das pessoas que se comprometem inicialmente continuam na caminhada e, assim como o garimpeiro precisa de dias, semanas ou meses para encontrar sua pepita dourada, nós, empreendedores sociais e culturais precisamos também perseverar para encontrar nosso filão áureo humano.

E, porque sou Rafael Reinehr (não porque sou brasileiro, pfuá!), não desisto nunca.
Me tuíta!
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