
O efeito da arte para boas reflexões – e para uma vida melhor.
(Atenção: não se trata de um texto de auto-ajuda)
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___Dia desses, participei de um sarau de garotos do Ensino Médio. No fim do evento, o estudante-organizador disse para o público que achava lindo ver tantos estudantes interessados em cultura e, além de tudo que se via em sala de aula, que era em encontros como aquele que se aprendia a viver.
___Como o evento foi regado de Teatro, Música e Literatura não tenho como negar a afirmação do rapaz. Proveito até para ressaltar um pouco mais a ideia dele.
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___Pensar sem “nenhuma” base assemelha-se a redescobrir a roda. É tão difícil que o mais genial dos pensamentos provavelmente seria apenas um saber já existente. É aí que se encontra grande parte da importância da Educação. ___Após essa base, uma boa e sólida plataforma ajuda qualquer Dedalus a alçar o seu voo.* É aí que pode, muito bem, entrar a Literatura: reflexões de pensadores que souberam recriar a realidade.
___Para não dizerem que fico apenas falando, vamos para um exemplo: o maravilhoso À mesa com o Chapeleiro Maluco – ensaios sobre corvos e escrivaninhas, de Alberto Manguel. Utilizando Ponóquio, Alice e outras personagens reais ou imaginárias, Manguel reflete sobre inúmeros temas.
___Leiam com carinho, é mais do que uma lição de como viver.
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___Talvez outro exemplo valha a pela.___A boa indicação que dei a vocês (o livro do Manguel) também foi dada para um comentarista, em meu blog. Querem ver o efeito da boa Literatura?
___No dia 18 de novembro, Manuel Carreiro, canadense, professor universitário de Filosofia, comentou em um texto meu sobre livros o seguinte: “Ulisses, legal ter encontrado esse post - venho ate escrevendo uma serie sobre a inutilidade da filosofia e da literatura recentemente.” (comentário completo aqui). Em resposta, indiquei um artigo do Manguel.
___Menos de 10 dias depois, Manuel Carreiro publicou em seu blog um post intitulado “discordando de mim”, em que indica alguns textos dele sobre a “inutilidade da filosofia e da literatura”, para discordar dos próprios textos e indicar o artigo “Como Pinóquio aprendeu a ler”, do Alberto Manguel. Aposto um
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* O que foi? Acharam que eu seria idiota o bastante para citar o filho dele?
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