Existe alguma coisa de errada nessa “justiça” - o caso Nardoni de um ponto de vista libertário

OPS - Editorial

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    O que é justiça? Prender uma pessoa por 13, ou 31 anos, por toda a vida ou condená-la à morte é “fazer justiça” quando uma pessoa tira a vida de outra?
    A impunidade gera insegurança e aumenta a chance de atos violentos? Da mesma forma, a impunidade favorece a corrupção? É o ser humano bom ou mau por natureza?
    É mais importante punir o bandido ou evitar que este acabe por se tornar criminoso? Quais são os fatores - sociais, econômicos, biológicos - que criam um assassino, um ladrão, um corrupto?

    Enquanto não tivermos condições de responder estas e algumas outras perguntas, estaremos sempre perdidos. Sempre precisaremos correr atrás e punir “malfeitores”. Veremos cenas em que, tal qual nas cerimônias de guilhotinagem da antiguidade, o povo se reunia e, eufórico, bradava ao ver a cabeça ser decapitada.

    Enquanto humanos, somos demasiado animais ao querer ver um outro ser humano antes punido do que educado.

    Se fôssemos educados, se fôssemos conviviais, se soubéssemos o que é uma vida em comunidade, se mantivéssemos uma vida em harmonia com os outros, sem precisar viver em favelas de ricos (conjuntos de apartamentos), se controlássemos a natalidade, tivéssemos melhor distribuição da riqueza (ou se nossa maior riqueza não fossem os bens materiais e sim a tranquilidade de espírito), não precisaríamos de cadeias, jaulas humanas nas quais o veneno social instilado em tenra idade acaba por se purificar e tornar mais poderoso e concentrado.

    E como fazer a transição de um mundo civilizado (doente) para um outro, menos opressor e mais de acordo com princípios humanos éticos e de justiça social?

    Tudo bem, este sistema que aí está é o melhor que temos (é o melhor que temos?). Mas é o melhor? O que fazer para tornar a justiça “justa”?

    Enquanto Alexandre Nardoni e Ana Jatobá apodrecem envelhecem na cadeia, vamos pensar em alguma forma de tornar menos necessário o uso de confinamentos compulsórios?

    Na minha visão, compartilhada por outros pensadores libertários, o crime é em grande parte uma produção social. À ausência dos constrangimentos e mascaramentos sociais derivados da divisão do trabalho, das contingências relacionadas ao culto narcísico ao ter e acumular bens materiais, e dos laços viciados que surgem a partir de relações desequilibradas de poder,  até mesmo patologias de cunho emocional teriam sua incidência diminuída sensivelmente, resultando em redução de surtos inexplicáveis de homicídios, estupros, pedofilia e outros crimes nefastos.

    Usemos este sistema caduco e injusto, mas não tardemos em encontrar vacinas. Pois bem sabe o médico e o bom paciente que a prevenção é o melhor remédio.



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Cristiano  - Como dizia meu sábio avô.... |29-03-2010 18:35:49
Já que é um sítio eletrônico de pensamento livre, nada contra colocar nosso profundo e popular ideário de nossos antigos nessa questão, não é?

Pois bem, como dizia meu sabio avô: "Pimenta no dos outros é refresco!"

Queria ver o nobre e libertário autor acima se pronunciar de ssa forma se fosse sua filha a jogada insanamente de cima de um prédio.

Como o nobre Cândido, de Voltaire, ele parece acreditar que o homem é bom e tudo deve se encaminhar naturalmente para o bem...

Mas a humanidade dá provas diárias (e nas mais avançadas sociedades) de que sem a devida e rigorosa coerção punitiva do Estado, a vida em comum iria rapidamende descambar no abuso e na exploração brutal do mais fraco pelo mais forte.

Pense nisso, nobre e libertário autor...
Rafael Reinehr  - Pensando nisso... |29-03-2010 19:22:41
avatar Nobre coercitivo e punitivo Cristiano, obrigado pela expressão do seu ponto de vista. Ao contrário do que possa parecer, não é uma afronta, mas tão somente a confirmação do pensamento tradicional, que nos leva a aceitar o estabelecido e, comodamente de nossas casas com muros cada vez mais altos e cercas eletrificadas assistir horrorizados pela televisão o crescimento da violência à medida em que cresce o desemprego e a intensificação das formas de violência à medida em que aumenta a coerção a esta. Se o bandido se arma, qual é a demanda da polícia? Mais e melhores armamentos, aumento da força policial. Em resposta, o bandido se organiza melhor, arma-se de forma mais intensa e sua capacidade de causar dano fica ainda maior. Em seguida, a força policial... Deu para entender, acredito.

Antes de tecer o comentário acima Cristiano, acredite que refleti que a pimenta poderia estar nos meus olhos e imaginei como iria reagir. E, acredite, imagino que, enquanto indivíduo, provavelmente pudesse reagir como qualquer ser humano: raiva, indignação, tristeza, sofrimento, sensação de que algum tipo de "vingança" ou punição fossem necessárias. Entretanto, além do indivíduo, existe dentro de mim um outro ser, uma outra inteligência, e esta é social. Neste ser, existe uma sensação clara, "legível" da superfície à profundidade do meu ser, que me diz que algo está errado. Coerção e punição são afetos e características desta sociedade enferma.

Como você diz, eles parecem necessários hoje em dia, já que não existem olhos abertos para outros horizontes. Na verdade eles existem, e gradualmente vão se encontrando, e criando propostas para a mudança.

O homem não é bom, nem mau. Ele manifesta em si o bem e o mal, de acordo com uma série de disposições genéticas (ao que parece) e ambientais. Se o conhecimento (científico) das variáveis que nos levam a cometer certas atrocidades algum dia nos levar a criar vacinas ou tratamentos para sedar esta violência (como no filme Equilibrium) ou se isto é desejável, só o tempo irá dizer.

O que acredito entretanto, é que não estou no grupo daqueles que só ficam sentados no sofá assistindo a vida passar e se queixando das "fatalidades" do mundo. Estou aqui (também) não só para pensar, mas construir um mundo diferente. Dá trabalho? Dá. É difícil ser compreendido? É. Tente ensinar ao Tio Patinhas a doar seus tostões para uma boa causa... Mas seguimos pois, como diz o Galeano: "A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar"
Rubem Alves  - Como poeta(s) de 30 horas por dia... |01-04-2010 08:10:41
Já que é um sítio eletrônico de pensamento livre, nada contra colocar nosso
profundo e popular ideário de nossos antigos nessa questão, não é?

Pois bem, como dizia meu sabio avô: "Pimenta no dos outros é refresco!"

Queria ver o nobre e libertário autor acima se pronunciar de ssa forma se fosse
sua filha a jogada insanamente de cima de um prédio.

Concordo em gênero e em grau com o comentário do Cristiano.

- As suas divagações são de uma mente treinada ou trinando para o abismo das emoções - com toques de esquizofrenias, temporais e espirituais. O racional é outra coisa. Tente saber e aprender uma coisa de cada vez. Não confunda c... com bunda e nem alhos com bugalhos. A realidade nos chama à atenção para o estar alerta a cada instante e não ficar no mundo da divagação feito poeta(s) de 30 horas por dia. Passar bem


Como o nobre Cândido, de Voltaire, ele parece acreditar que o homem é bom e tudo
deve se encaminhar naturalmente para o bem...

Mas a humanidade dá provas diárias (e nas mais avançadas sociedades) de que sem
a devida e rigorosa coerção punitiva do Estado, a vida em comum iria rapidamende
descambar no abuso e na exploração brutal do mais fraco pelo mais forte.

Pense nisso, nobre e libertário autor...
Rafael Reinehr  - Poesia 30 horas por dia, que algaravia! |01-04-2010 11:08:05
avatar Homo neophobos e Homo neophilus... Quanta confusão quando de usa de uma linguagem que ainda não se entende.

Enquanto os Homo neophobos permanecem a marcar passo - como sempre fizeram nos últimos 2 milhões de anos - alguns eventuais Homo neophilus que pipocam aqui e ali no último milhão de anos da nossa espécie são os responsáveis pelas mudanças - certas ou erradas - que perpassam nossa existência.

A discussão chega a uma profundidade que talvez seja difícil para quem não tem "tempo a perder", pois está imerso no trabalho ou na amargura das perdas e das incoerências diárias, mas diz respeito não somente ao que é e ao que se mostra mas, essencialmente, ao que pode "vir a ser".

Me apoio, já que sozinho sou fraco e preciso de apoio, em algumas palavras que, ao menos para mim, fazem sentido:

Seja a mudança que você quer ver no mundo” - Mahatma Gandhi

"Nunca duvide de que um pequeno grupo de cidadãos conscientes e
engajados consiga mudar o mundo. Na verdade, essa é a única via que
conseguiu produzir mudanças até agora.
" - Margaret Mead

Estamos nós, que vivemos no presente, condenados a nunca experimentar
a autonomia, nunca pisarmos, nem que seja por um momento sequer, num
pedaço de terra governado apenas pela liberdade? Estamos reduzidos a
sentir nostalgia pelo passado, ou pelo futuro? Devemos esperar até que o
mundo inteiro esteja livre do controle político para que pelo menos um de nós
possa afirmar que sabe o que é ser livre? Tanto a lógica quanto a emoção
condenam tal suposição. (...) Acredito que, dando conseqüência ao que
aprendemos com histórias sobre “ilhas na rede”, tanto do passado quanto do
futuro, possamos coletar evidências suficientes para sugerir que um certo
“enclave livre” não é apenas possível nos dias de hoje, mas é também real.
Toda minha pesquisa e minhas especulações cristalizaram-se em torno do
conceito de Zona Autônoma Temporária.
” - Hakim Bey

Um pouco mais, aqui: http://www.coolmeia.org/pdf/Coolmeia-v1.0.pdf

Obrigado por discordar, eminente Rubem, e por me permitir continuar a conversa.
Cristiano  - UTOPIAS.... |04-04-2010 21:44:10
"Enquanto Alexandre Nardoni e Ana Jatobá apodrecem envelhecem na cadeia, vamos pensar em alguma forma de tornar menos necessário o uso de confinamentos compulsórios?

Na minha visão, compartilhada por outros pensadores libertários, o crime é em grande parte uma produção social. À ausência dos constrangimentos e mascaramentos sociais derivados da divisão do trabalho, das contingências relacionadas ao culto narcísico ao ter e acumular bens materiais, e dos laços viciados que surgem a partir de relações desequilibradas de poder, até mesmo patologias de cunho emocional teriam sua incidência diminuída sensivelmente, resultando em redução de surtos inexplicáveis de homicídios, estupros, pedofilia e outros crimes nefastos."



Até entendo o propósito, Rafael, mas essa idéia que você apresenta é muito improvável, beirando a utopia impossível.

É preciso também lembrar o autor que é a acumulação de capital que tornou sua vida cômoda o suficiente para que ele possa vir aqui pode se "aprofundar melhor" na discussão ideológica pois seu cérebro está livre do trabalho e "perdas e das incoerências diárias"...., hum...

É evidente que o ócio sempre revolucionou o mundo, mas o ócio pressupõe que alguém faça seu trabalho por você ou te sustente. Na melhor das hipóteses, é possível ser ocioso explorando comércialmente uma atividade qualquer...

Em todas as hipóteses há algo em comum, alguém perde alguma coisa e isso gera desigualdade. Desigualdade econômica se combate com boas políticas de desenvolvimento e distribuição de renda, diminuindo, em consequência, a violência.

Mas o caso que o Sr. apresenta é de outra natureza. Aqui há o simples elemento da torpeza e crueldade humana, fútil e destruidora.

Impossível explicar em linhas de sociologia economico-material o que aconteceu ali... Foi simples egoísmo humano, que deve ser combatido, sim, de maneira exemplar.

Não sei porque eu voltei aqui, já que realmente tenho coisas mais úteis pra fazer na minha vidinha de "trabalho, perdas e incoerências diárias", mas, enfim, esta me permitiu dez minutos do meu tempo para estas tolices...
Rafael Reinehr  - Tolices |04-04-2010 22:43:02
avatar Querido Cristiano, para mim esta discussão não é uma tolice. Afinal, aborda um assunto no qual dois seres humanos, aparentemente detentores de razoável capacidade crítica, divergem. A análise desta discussão pode ajudar muitas pessoas a tomarem um ou outro ponto como verdadeiro para si ou, ainda que improvavelmente, trazer um ou outro de nós para o lado contrário ao final do debate.

Existem evidências bastante suficientes que mostram que lá atrás, no tempo dos caçadores e coletores, 2 horas por dia de trabalho (se tanto) eram suficientes para a subsistência de nossos ancestrais. Falo de uma época pré-agrícola para a qual, antes que te levantes, não tenho interesse em retornar. Apenas uso o exemplo para análise e para dizer que nem sempre é necessário trabalhar 8 horas ao dia para dedicar-se ao ócio e produzir uma discussão intelectual. Com tempo, leia Abaixo ao Trabalho, da Editora Deriva. Se não tens tempo ou dinheiro, mas alguma curiosidade, podes ler um resumo parcial aqui: http://reinehr.org/anarquia-e-escritos-libertarios/apontamentos-anarquistas/abaixo-ao-trabalho

Sobre utopias, sim, elas estão na minha agenda diariamente. Entretanto, algumas delas já deixam de ser o que imaginávamos - utopias - e estão se tornando realidade.

Sobre o caso Nardoni, infelizmente não tenho esta certeza que recai sobre você sobre tamanha vileza do casal. Tudo indica que sim, e eu sinceramente tendo a estar contigo nessa aposta. Apenas não tenho certeza. Minha primeira impressão do caso foi a de que, em momento de fúria descontrolada, acabou-se por matar inadvertidamente a menina e depois se arranjou a cena do acidente, por desespero. Mas é só uma impressão que, provavelmente, nunca poderei confirmar.

Finalizando, já que não mais voltarás aqui, digo mais uma vez que não estou a discutir o caso Nardoni em si, no cerne de meu artigo. Faço uma pergunta, que traduzo aqui, de forma clara:

"E agora? O que se pode fazer para que casos assim não se repitam?"
melina |05-04-2010 05:33:02
Olá Rafael!
A idéia de uma prevenção do crime através de um conjunto de práticas mais humanas é, na minha opinião, perfeitamente louvável. Quando se evoca um caso como os dos Nardoni, por exemplo, é como botar o dedo num formigueiro, quando ninguém que mata uma criança parece merecer qualquer pingo de solidariedade e, ao contrário, merece apodrecer na cadeia. O que não se percebe facilmente é que o quanto mais cruéis forem as penas, mais cruéis serão os crimes.Isso gera um ciclo patológico, onde a vingança se confunde com a justiça.
Ah, não acho também que querer um mundo mais racional seja utopia!Afinal gritamos aos quatro ventos que nossa racionalidade é o que nos distingue dos animais, não?
Rafael Reinehr  - "Racio símio" |05-04-2010 07:01:43
avatar Olá Melina. Pois é, em nenhum momento pedi, em meu texto, para que a mãe de Isabela e seus familiares dessem um passo atrás para analisar a situação. Seria praticamente superhumano fazê-lo.

Já nós, que não fomos tão fortemente afetados emocionalmente, podemos dar este passo atrás e tentar analisar racionalmente a origem da violência na sociedade, buscando propostas e soluções práticas para minimizá-la.
Jônatas Félix  - Comentário |06-04-2010 05:24:49
Minha opinião, mesmo que pareça irracional e ultrapassada, é que o crime de assassinato seja punido com a pena de morte. O grande problema nisso é a fraqueza da justiça no que diz respeito à questão de ela ser cega! Entra em jogo, neste caso provocando imparcialidade, o instinto de "arena" da população, instinto esse que presa mais pelo sangue do que pela vida do acusado. Não sendo isso, a cegueira da justiça seria compreensível no que diz respeito à pena de morte, tendo em vista que se tornaria preferível, por via das dúvidas, inocentar do que cometer crime maior ao condenar um inocente. No caso Nardonni, temo que o apelo popular - não por sede de justiça e sim por instinto de arena - tenha condenado os réus. Não quero aqui defender nem condenar o casal, mas se eles forem inocentes como dizem? "Pimenta no c...... dos outros, não é". O fato de o julgamento ter tido resultado contrário a eles dando-lhes a condenação, não torna a culpa concretizada, ou será que foi justa a luta dos réus no que diz respeito ao "palavra por palavra" tendo em vista ser a deles contra a de um país? Sequer se passou pela cabeça da população o peso de poder estar condenando um inocente. Quem se importa se o comido pelo leão é ou não inocente?! Temos pão e "circo" o resto é que se dane! Infelizmente esse é o pensamento comum do povo, mesmo que inconscientes disso. Não quero com isso dizer que eles são culpados ou inocentes, cabe à justiça a "cegueira", só não quero correr o risco de me tornar algoz de alguém em quem a "possibilidades" de inocência, quem me garante que o choro teatral de uma mãe não tenha sido a causa da condenação? Por falar nisso, e a mãe? ...deixa pra lá! Como sou a favor da pena de morte, acho que se eles são realmente os culpados 31 anos não trará a vida de volta, que eles percam o que tiraram - vida por vida. E se pelo contrário, não forem culpados? Prefiro meu silêncio ao grito desenfreado por "justiça" e "leões" movido por um excesso de "amor"! Ah! esse amor! Ele ainda a de destruir o mundo!!!!!!
Jônatas Félix |06-04-2010 05:29:23
Minha opinião, mesmo que pareça irracional e ultrapassada, é que o crime de
assassinato seja punido com a pena de morte. O grande problema nisso é a
fraqueza da justiça no que diz respeito à questão de ela ser cega! Entra em
jogo, neste caso provocando imparcialidade, o instinto de "arena" da
população, instinto esse que preza mais pelo sangue do que pela vida do acusado.
Não sendo isso, a cegueira da justiça seria compreensível no que diz respeito à
pena de morte, tendo em vista que se tornaria preferível, por via das dúvidas,
inocentar do que cometer crime maior ao condenar um inocente. No caso Nardonni,
temo que o apelo popular - não por sede de justiça e sim por instinto de arena -
tenha condenado os réus. Não quero aqui defender nem condenar o casal, mas se
eles forem inocentes como dizem? "Pimenta no c...... dos outros, não é"?
O fato de o julgamento ter tido resultado contrário a eles dando-lhes a
condenação, não torna a culpa concretizada, ou será que foi justa a luta dos
réus no que diz respeito ao "palavra por palavra" tendo em vista ser a
deles contra a de um país? Sequer se passou pela cabeça da população o peso de
poder estar condenando um inocente. Quem se importa se o comido pelo leão é ou
não inocente?! Temos pão e "circo" o resto é que se dane! Infelizmente
esse é o pensamento comum do povo, mesmo que inconscientes disso. Não quero com
isso dizer que eles são culpados ou inocentes, cabe à justiça a
"cegueira", só não quero correr o risco de me tornar algoz de alguém em
quem a "possibilidades" de inocência, quem me garante que o choro
teatral de uma mãe não tenha sido a causa da condenação? Por falar nisso, e a
mãe? ...deixa pra lá! Como sou a favor da pena de morte, acho que se eles são
realmente os culpados 31 anos não trará a vida de volta, que eles percam o que
tiraram - vida por vida. E se pelo contrário, não forem culpados? Prefiro meu
silêncio ao grito desenfreado por "justiça" e "leões" movido por
um excesso de "amor"! Ah! esse amor! Ele ainda a de destruir o
mundo!!!!!!
Rafael Reinehr |06-04-2010 09:22:18
avatar Oi Jônatas, só me explica uma coisa: se esta justiça "cega" não é capaz de saber adequadamente o que é certo e o que é errado, como vamos conseguir punir alguém com a pena de morte?

Concordo contigo quanto à assertiva, somente discordo da consequência.

Acho que a justiça é, muito mais do que lenta e pouc eficiente, incapaz e insuficiente em numerosos casos. Experiências de mediação de conflitos, com o envolvimento de psicólogos e moderadores tem mostrado bons resultados em casos de delitos mais leves.

Quanto ao caso de homicídios, estupros e outros crimes mais graves, a punição, como você mesmo disse, não reparará o fato ocorrido. Estuprar um estuprador ou matar o assassino não trará a virgindade ou a vida de uma pessoa de volta.

É aí que entra a profilaxia: o estudo das causas para evitar ou minimizar as consequências.

A questão é complexa, é inegável, mas pouco se tem feito no caminho daquilo que comprovadamente reduz a criminalidade de todos os tipos, que é o estímulo à convivialidade social em detrimento da competição e da exploração do mais fraco pelo mais forte.

Se aqueles pais respeitassem a criança como um igual - e não como um inferior - jamais abusariam e bateriam na mesma, causando de forma voluntária ou mesmo involuntária o crime.

Desatinos psicológicos à parte, é o que penso.
Jônatas Félix |06-04-2010 19:47:10
Quando citei a "cegueira da justiça", estava me referindo ao fato de inocentes estarem sendo condenados (Não me refiro as Nardonnes e nem poderia por questão de dúvida). Quanto questão punitiva, tomo por base histórica a história dos hebreus - dos quais estou bem familiarizado - que também tem em seus primeiros passos como nação a pena de morte. Se observarmos a questão dos hebreus no que diz respeito à pena de morte, apesar de fazer parte da constituição digamos antiga da nação, o que observamos não é uma mortandade generalizada por qualquer motivo que fosse - salvo os flagrantes; dessa forma a cegueira da justiça era "amenizada" por uma investigação minuciosa e demorada, e o acusado só seria punido com a morte quando não houvesse qualquer refutação às acusações. Por vezes o cerco argumentativo dos acusadores era tão forte e contundente que resultava em confissão. Isso se dava por ser a vida considerada valiosa demais para ser ceifada por simples capricho psicológico de quem quer que fosse. O problema do Brasil, é que lei nenhuma e de lugar nenhum daria solução aos problemas que despontam de dentro da própria justiça. Concluo, portanto, que a pena de morte no Brasil seria tolice tendo em vista o desacerto social de cunho preconceituoso e carregado de parcialidade que se apodera do país. Justiça "cega" na mão de um "guia-judiciário" cego, terminara e "abismo". Minha opinião é que a justiça por ser "cega", precisa de "guias" (poder judiciário) justos e imparcial, ou seja, guias que não estejam cegados pela corrupção das togas para quem sabe dessa forma ela possa caminhar mesmo com sua cegueira.
Ana Araújo  - caso nardoni |15-04-2010 14:41:43
O caso foi muito divulgado na mídia e a mídia mostrou que o casal nardoni duas horas antes do acontecido andava normalmente no supermercado sem está bêbado e nem drogado “consta nos laudos”. -
O casal nardoni chegou na garage do prédio 23:36 com as três crianças dormindo, Ana Carolina pediu para Alexandre nardoni que leva-se logo a Isabella e Ana ficou no carro, ele levou nos braços e a deitou, até ai tudo normal mais ao sair deve ter batido a porta do apartamento que acordou e ela disse “papai, papai para, para” Isso ele não ouviu, mais os vizinhos ouviram. Então nesse período que ele desse, ela encontra-se desesperada atrás de sair de qualquer forma do apartamento e corre até as gavetas e pega um faca tenta abrir a porta mais não conseguiu deve ter se cortado nas mãos e pegou uma tesoura para terminar mesmo assim o buraco ficou pequeno, mais deu para ela tentar sair, mais quando saiu ela caiu nisso as marcas dos dedos na parede.
Quando ela cai bateu numa palmeira que tem uma espada bem na ponta que é dura e triangular que deve ter furado a testa da criança tem folhas que são duras que deve ter apertado a sua garganta mais mesmo assim ela ainda estava viva, o pai desse ver a filha e é impedido de tocar ,a mãe chegou também não socorreu a nenina?
Minhas dúvidas
*porque o luminol ,foi só do carro até o apto? Já que limparam, porque eles não limparam tudo?
*porque aconteceu tudo no apt, e nada na queda de seis andares?
*porque não foi usada a palmeira no julgamento?
*porque a camisa foi entregue com nove dias, para os peritos?
*porque foi descartado acidente doméstico?
(TENHO PENA DESSE POVO QUE HOJE PEDE JUSTIÇA, UM DIA VAI PRECISAR DE UM ADVOGADO PARA SE LIVRA DA FÚRIA DO ESTADO)DR ROBERTO PODVAL.
Ana Araújo |15-04-2010 14:43:22
O CASO NARDONI
DISSE PROMOTOR CEMBRANELLE ,QUE ELE CONSEGUIO DERRUBAR A DEFESA EM DOIS PONTOS;UM PONTO FOI A CAMISA QUE FOI ENTREGE A PERÍCIA COM NOVE DIAS,MAIS COMO NÃO TINHA CULPA ENTREGOU.(DÁ PARA ACREDITAR!)
OUTRO PONTO FOI AS HORAS; MAIS GENTE! QUANDO O CASAL VEM SUBINDO O ELEVADOR ESSA CRIANÇA ESTÁ PROCURANDO SAIR PELO BURACO QUE ELA FEZ ,E CAIO ENSIMA DE UMA PALMEIRA QUE TÉM ESPADA DURA TÉM FOLHA QUE DEIXA MANCHA DE ASFIXIA ,ELE FICOU POR MAIS DE TRÊS MINUTOS ESPERANDO O SOCORRO !!! PUCHA VIDA NIGUEM VER ISSO PELO AMOR DE DEUS ESSE CASAL FOI CONDENADO PELA MÍDIA E AGORA MAIS UM ERRO DA HUMANIDADE!!!!!
Ana Araújo |15-04-2010 14:46:56
O POVO JÁ ERROU VARIAS VESES O PRIMEIRO JUGAMENTO DA HUMANIDADE ELES CRUSIFICARAM. (O POVÃO)
O POVO JÁ ELEGEIRO MAL PRESIDENTE, TODOS ATÉ HOJE SE AREPENDE DISSO, AGORA MAIS UM ERRO (DO POVÃO) ????
Nathalia  - caso nardoni |22-04-2010 16:47:09
DELMA GAMA E NARICI
O laudo pericial oficial é um emaranhado de falhas, QUE NÃO APRESENTAM NENHUMA PROVA CONCRETA DA AUTORIA DA MORTE DE ISABELLA NARDONI!
NÃO CABE AO PERITO DIZER QUEM FOI, ESTA É TAREFA DO DELEGADO, AO PERITO CABE INDICAR A NATUREZA DO FATO, COMO FOI, COM EMPREGO DE QUAL ARMA,E QUAIS OS INDÍCIOS ENCONTRADOS NO LOCAL.
QUEM APONTA AUTORIA É MOTIVOS É O DELEGADO.
O LAUDO OFICIAL NÃO TEM NADA CONCRETO CONTRA O CASAL, APENAS A HISTORINHA IMAGINADA PELO PROMOTOR, QUE É REPRODUZIDA PELOS PERITOS, SEM CONCLUSÃO.
O LAUDO OFICIAL NÃO TEM CONCLUSÃO!
O LAUDO CADAVÉRICO APONTA PARA DUAS CAUSAS DA MORTE( ASFIXIA E POLITRRAUMATISMO).COMO PODE UM SER MORRER DUAS VEZES?
QUAL A MORTE QUE “MATOU ISABELLA”PRIMEIRO:A ASFIXIA OU A QUEDA?”
COMO PODE UMA CRIANÇA SER JOGADA DENTRO DE CASA A 1,50CM DE ALTURA, QUEBRAR PULSO E BACIA, MOSTRANDO TER OSSOS FRÁGEIS.AI, É ESGANADA, MAS SUA HIÓIDE FICA INALTERADA?DEPOIS É JOGADA DE MAIS DE 18 METROS E NÃO QUEBRA MAIS NADA?
NENHUMA DIGITAL FOI ENCONTRADA NA TESOURA E NAFACA, ENTÃO COMO ACUSAR ALGUEM DE TER USADO TAIS INSTRUMENTOS?POR ADIVINHAÇÃO?
A SUJIDADE DA PAREDE EXTERNA NÃO FOI COLETADA PARA CONFRONTO COM AS MÃOS DA VÍTIMA:ENTÃO, COMO AFIRMAR QUE AS MÃOS DELA PASSARAM ALI, SÓ PARA DAR VIDA À HISTORINHA CRIADA PELA ACUSAÇÃO?
SO EXISTE SANGUE COM DNA DA GAROTA NA JANELA, NO LENÇOL DA CAMA JUNTO À JANELA, E NA TELA, POIS BEM:COMO ATRIBUIR AO “FERIMENTO” DA CRIANÇA A SANGRIA DESATADA QUE CITAM NO LAUDO SE NÃO PROVARAM PELO DNA SER DA MESMA?
COMO O ACUSADO TERIA CARREGADO A VÍTIMA, DEPOIS VIRADO PRA PASSAR AS PERNAS, POR ULTIMO A CABEÇA, E NÃO TER UMA GOTINHA DE SANGE DA VÍTIMA EM SUA CAMISA.
AS MARCAS DA TELA NA CAMISA BEM COMO DA SANDÁLIA NO LENÇOL NÃO PROVAM QUE ALGUÉM JOGOU A VÍTIMA:PROVAM APENAS QUE ALGUEM ESTEVE ENCOSTADO NA TELA OU PISANDO NA CAMA, MAS, TANTO PODERIA SER PARA JOGAR…QUANTO PARA OLHAR, OU NÃO?SE NÃO HOUVE TESTEMUNHAS, PORQUE USAR O VERBO JOGAR PARA O MESMO INDÍCIO QUE CORRESPONDE AO VERBO OLHAR?
POIS É, A MÍDIA CONDENOU O9 CASAL, E A VAIDADE DOS MAGISTRADOS , PROMOTORES E POLICIAIS CIVIS, NÃO ADMITE TER ERRADO, ENTÃO, NA DÚVIDA, VAMOS CONDENAR QUEM ESTÁ PRESO.
EM 28 ANOS DE TRABALHO PPOLICIAL, ANTES DE ME APOSENTAR, NUNCA VI NINGUÉM MATAR ALGUÉM E FICAR ESPERANDO A PPOLICIA PRA SER PRESO.
SÓ MESMO COM A POLICIA DE SÃO PAULO, QUE JÁ DEU N MOSTRAS DE SUA INCOMPETÊNCIA…
Nathalia |22-04-2010 16:50:11
O CASO NARDONI
EM PRIMEIRO LUGAR O CASO NARDONI SÓ TOMOU UMA GRANDE PROPULSÃO FOI PORQUE O EX:DEL JORGE LORDELLO E A PROMOTORA ELIANA PASSALELO, ESTAVAM TODOS OS DIAS NAS TVS, COM UMA BONECA FAZENDO TODAS AQUELAS CENAS DE MALDADE(FILME MACABRO),QUE FOI A VERSÃO POLICIAL,TENDO INDUZIDO A POPULAÇÃO EM GERAL A FICAR CONTRA O CASAL NARDONI SEM A MÍNIMA DEFESA, CRIANDO UM INSTIGMA DO CASAL COMO SENDO MUITO MAL PARA TODA SOCIEDADE ,E AINDA TENDO UMA GRANDE ÊNFASE DA MÍDIA EM GERAL SÓ CONTRA O CASAL...
PARA FINALIZAR O DR ANTONIO NARDONI É UMA PESSOA BASTANTE TRANQUILA E EDUCADA ,SE FOSSI EU JÁ TINHA BUTADO ESSE BRASIL(MÍDIA)DE PERNA PRO AR!!!!!
ALGUMAS DÚVIDAS:
*PORQUE NÃO FIZERAM UMA PERÍCIA EM LABORATÓRIO COM UMA CRIANÇA DE CINCO ANOS?
*PORQUE NÃO FOI USADO DETECTOR DE MENTIRA? (JÁ QUE ELES FALÃM A VERDADE)
*PORQUE NÃO RECORREU AO UM CONTATO ESPIRÍTUAL?
*PORQUE NÃO RECORRE A MÍDIA? (QUEM A TANTO O PREJUDICOU)...
joa dearievilo  - O HOMEM AINDA NEM SABE LIMPAR O RABO |23-04-2010 17:05:03
Esses seus pensamentos estão em moda há muitos anos. Nada têm de original. Costumam surgir pela adolescência e se prolongam no tempo conforme o estrato social onde se vive e grupo a que se pertence. Ou seja, da experiência real que se vai adquirindo no âmago da vida.

Sem querer ofender, eu costumo defini-los por douta ignorância. É uma ignorância requintada, plena de floreados linguísticos, mas que na realidade, quase sempre, escondem um homem no reino da fantasia. Há que desconfiar desses pensares brilhantes, poéticos, fáceis, saborosos, de mel, em novas nuances de luz celestial.

Pensar é uma arte, a arte tem a ver com muita liberdade, criatividade, noção de composição, espaço... educação de todos os sentidos... experiência de vida, maturidade...

Um dia um artista ensinou-me que só a partir dos cinquenta nos libertamos para pensar, até lá a energia sexual não permite. Eu conferi! (riso).

Permita-me uma pergunta directa, sem ofensa ‘Sabe limpar o rabo? ‘já reflectiu profundamente sobre isso?
Que pergunta, hem? Eu costumo fazê-la a muita gente e o resultado é quase sempre negativo, tanto faz a gente culta, ilustre como a analfabeto. Aprofunde a questão, aplique-a à sua volta e ficará surpreendido. (nada tem de imoral, nem ofensivo, é a constatação de uma realidade).

Outra pergunta ‘Já pensou porque todas as células que compõem o seu corpo se mantêm unidas? E o seu corpo não se desintegra?
A resposta é simples, isso não dá prisão nenhuma ao mais pequeno grupo de células que se decida pela separação. Simplesmente dá pena de morte para elas, e uma dor insuportável para você! É isso que mantém a sua máquina celular unida! É isso que faz com que você não roce o nariz na porta, nem deixe ficar o dedo entalado, ou que não engula a sopa a ferver.
Sofrimento e pena de morte são a base da vida, tudo o que existe à nossa volta assenta nisso.

Claro que fazendo uma certa batota com as leis da Natureza, podemos dar um jeito, melhorar. Mas nunca esquecer que os que vieram antes de nós agiram do modo que a experiência lhes ditou.

Sabe que à volta de Lisboa, com essas tretas que defende, eu já não posso caminhar de noite para apanhar o autocarro? E que os bares pequenos fecham ao anoitecer? E que as lojas de bairro têm grades e trabalham fechadas?
E que a Europa está ficando uma favela? E que os idealistas são os primeiros a fugir?

(As questões que envolvem os grandes problemas da humanidade são muito complicadas e temos mesmo de falar de coisas desagradáveis para as abordar com seriedade, assim, desculpe se lhe pareci grosseiro)

Um abraço
Joa

P.S. Acho-o um rapaz muito interessante, cheio de força, e que faz muito bem esforçar-se por aquilo que acredita, é assim que todos crescemos. Parabéns.
Me tuíta!
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