

Depois de algumas semanas sem um editorial, precisava voltar à carga realmente “detonando” (desculpem o trocadilho). Como fazer para não passar vergonha com um rabisco qualquer sem sentido ou sem importância? É claro! Fiz o que qualquer gênio da idade pós-moderna faria: fui pesquisar no Google!

Depois de algumas semanas sem um editorial, precisava voltar à carga realmente “detonando” (desculpem o trocadilho). Como fazer para não passar vergonha com um rabisco qualquer sem sentido ou sem importância? É claro! Fiz o que qualquer gênio da idade pós-moderna faria: fui pesquisar no Google!
Em um instante, digitei lá: “editorial como fazer” (sem as aspas). Tive alguma sorte: já em primeiro lugar, uma página entitulada “Como fazer um editorial”, em html gerada de um documento do Word tentava, de forma rudimentar, dar algumas dicas sobre o assunto. Bem, “aprendi” que escrever um editorial é defender uma tese. Na defesa da tese apresentada na introdução, a concatenação dos fatos e os argumentos apresentados no corpo deverão levar o leitor, ao concluir a leitura, a concordar com o argumento do editor. Hummm... Esclarecedor....
Na segunda página, uma do Yahoo Respostas, uma estudante de Jornalismo tenta responder sobre como escrever editoriais para um jornal. A resposta até que foi boa, mas não me ajudou de forma prática a resolver minha encrenca, que era escrever um editorial para hoje à noite, sem falta.
Do terceiro ao décimo resultado, nada me ajudou. Eram artigos sem nenhuma referência àquilo que estava procurando. Fiquei estático. E agora, para onde ir, para onde sorrir?
Decidi percorrer um caminho perigoso: criticar o todo poderoso Google, que, naquele momento, estava me deixando na mão. Resolvi, para não criticar de forma vazia, repetir a mesma busca no Cadê, e o resultado foi mais impressionante: nenhuma das dez primeiras buscas me ajudavam a escrever um editorial. No máximo uma resenha.
Já me sentindo um jornalista em plena atividade investigativa, resolvi fuçar: pesquisei também com as palavras chaves “como fazer um editorial” sem aspas e depois com aspas e nada mudou. Continuei com as mesmas poucas respostas que já tinha.
Foi aí que olhei para cima da minha página do Open Office e vi que já tinha digitado 1948 caracteres até a letra “o” de “digitado” e vi que, se escrevesse mais do que isso, ninguém leria meu tão suado Editorial.
Chegando a esta conclusão, peguei na caneta-tinteiro pela derradeira vez e isto feito, assinei meu nome embaixo e enviei o Editorial para a prensa.
Rafael Reinehr
PS: este editorial é, na verdade, uma obra de ficção, já que os fatos não aconteceram da forma narrada. O que ocorreu, para manter-me fiel à verdade, foi que, na tarde de hoje estava pesquisando os acessos ao meus site pessoal e verifiquei que um destes acessos vinha de uma busca no Google oriunda do supra referido “editorial como fazer”, o que me deu a idéia de fazê-lo da forma que acima se apresenta. Desculpas pedidas, estamos de volta à Nau, agora, rimando, com periodicidade semanal.
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