Pobre rica Alemanha!

Mundo - Este País, Alemanha

Avatar

Alemanha: Produto Interno Bruto: 2.423 bilhões de euros, a maior economia da Europa, o terceiro exportador do mundo, à frente dos EUA e Japão, um dos países mais avançados tecnologicamente do mundo e...

 

 

 

 

 

 

Uma a cada 6 crianças n`Este País Alemanha está ameaçada pela pobreza. Quem acreditaria que país rico também não tem esse tipo de problema? Este foi o resultado no cômputo geral de uma pesquisa feita pelo “Deutsches Instituts für Wirtschaftsforschung” publicado pela UNICEF em 26 de maio de 2008. A pesquisa foi baseada na Convenção da ONU para direitos das crianças. Os resultados? Um vexame para um país considerado um dos mais ricos do mundo (veja no quadro abaixo). No estudo foram reunidas informações não só da situação material, mas também educação, saúde, segurança pessoal, relação familiar com os pais, amigos, e bem estar social, os dados foram comparados com o de crianças de outros países ricos.

 

Situação das crianças em nações industriais:

Pequeno glossário para o quadro:

Dimension: Dimensão

Materiele Situation: Situação material

Gesundheit: Saúde

Bildung: Educação

Beziehungen zu Eltern und Gleichaltigen: Relação com os pais e outras crianças

Lebensweise und Risiken: Estilo de vida e riscos

Eigene Einschätzung: Valores próprios

Deutschland: Alemanha

 

Vamos direto às conclusões

 

 

Na Alemanha há mais crianças pobres do que adultos pobres. Cerca 35 a 40 % das crianças crescem na pobreza. As crianças procedentes de famílias menos favorecidas estão em desvantagem em relação àquelas que os pais têm emprego. Pais empregados podem ter acesso às facilidades como jardins ou pessoas que cuidem das crianças.

Também as chances de se ter acesso a uma boa educação estão diretamente ligadas ao lugar em que as crianças moram e de seu país de origem, no caso de imigrantes. Crianças procedentes de famílias de imigrantes raramente freqüentam os primeiros anos do jardim da infância, não vão aprender o idioma alemão ficando em desvantagem com relação às crianças filhas de pais alemães. Elas estão poucos representados nos ginásios, 17% dos jovens filhos de imigrantes deixam a escola sem concluir o curso. Em Baden Wütermber são 30% e Hamburgo e Berlin 25%.

O nível educacional dos pais, local de moradia e o número de livros que a família possui em casa podem ser indicadores do sucesso ou fracasso escolar das crianças.

As crianças mais atingidas pela pobreza são as de famílias de origem estrangeira: começa pelas dificuldades com o aprendizado da língua alemã, pois muitas vezes os pais também não falam o alemão e não podem dar apoio necessário às crianças nas tarefas escolares.

A situação de pobreza contribui para o aparecimento de doenças crônicas, como a adiposidade, é freqüente, a bronquite neurodermitis que atinge a 13% das crianças e 15% delas estão acima do peso ou têm problemas emocionais.

Os dados estão aí e servem para mostrar a triste realidade vivida por boa parte das crianças na Alemanha. O mais interessantemente é que em quase todas as nações mais ricas e industrializadas a situação de pobreza cresce a cada dia e atinge principalmente às crianças. Na Alemanha nos anos de 1990 a porcentagem de pessoas pobres estava em torno 7 a 9% do total dos habitantes, em 2004 este índice sobe para 13, 3%. Isto significa 1,7 milhões de crianças e jovens em situação de pobreza. Em 2003 era 7,2% o número de jovens e crianças cujas famílias recebiam ajuda social do governo.

 

Pobreza absoluta e pobreza relativa

 

O conceito definido pelos sociólogos para “pobreza absoluta” é quando um cidadão ganha até U$ 150 (cento e cinqüenta dólares) por ano, valor que dá para adquirir alimentos capazes de cobrir suas necessidades calóricas diárias, ou seja, 2.160 a 2.670 dependendo do país. Situação que implica em se ter uma expectativa de vida 55 anos, além de altas taxas de mortalidade de 33 por 1000 habitantes.

Já o conceito de “pobreza relativa” leva em consideração o quanto ganha uma pessoa em média no seu país. Quem ganha menos que a metade da média (depende da relação socio-econômica e cultural de cada país) é considerado pobre.

Segundo as pesquisas do Ministério Alemão para Economia, 13% dos alemães são pobres. “Pobres” são aqueles, que na definição da União Européia, moram sozinhos e ganham menos que 60% da média, que está em torno de 781 euros por mês (dados de 2008).

Mas então vocês perguntariam o que seria pobreza para Este País-Alemanha, já que aqui não existem favelas, nem pobres, e principalmente crianças, nas ruas? Pobreza na infância aqui pode ser definida quando as crianças não podem participar da sociedade no mesmo nível que outras crianças, como por exemplo, não ir aos passeios organizados pelas escolas, não poderem ir ao cinema, freqüentar as piscinas públicas, participar de clubes de esporte, ou freqüentar aulas de música por falta de dinheiro.

Numa sociedade onde o nível de competitividade é alto as crianças têm suas chances limitadas, a possibilidade de socializar-se é diminuída, elas se sentem excluídas, por não poder participar da sociedade como um todo.

Muitas famílias não têm dinheiro para comprar comida. São comuns nas crianças e jovens problemas na alimentação o que reflete no rendimento escolar. Há famílias que sequer possuem dinheiro nem para ir ao dentista. Quem vai contratar um jovem faltando dente da frente?

 

 

Subindo na vida

 

 

 

Para subir tem que pagar. Escalada 0,50 centavos de euro.

 

 

Desqualificados

 

 

Nos anos 70, na Alemanha, somente 5% da mão-de-obra sem qualificação estava fora do mercado de trabalho, hoje este número cresceu, o desemprego gira em torno 20 a 25%. Se compararmos com as pessoas que possuem formação acadêmica a porcentagem é de somente 3,3% de desempregados hoje, os mesmos níveis verificados em 1970, o que prova que a formação profissional é um fator importante para se sair da situação de pobreza. Numa sociedade onde as estruturas se modificaram rapidamente, há poucas chances de ingressarem no mundo do trabalho para aqueles que não se qualificaram.

 

Os ricos cada vez mais ricos

 

 

As estatísticas mostram que nos últimos 10 anos aumentou a concentração de renda na Alemanha e o número de ricos aumentou. Por outro lado dobrou o número de crianças em situação de pobreza. Não precisa ser doutor em matemática, nem em estatística para constatar o que já foi constatado em mundo todo: a conseqüência da pobreza está diretamente ligada à distribuição da renda. Temos como exemplo nossa casa o Brasil.

15 milhões crianças e jovens cujos pais recebem ajuda social do governo, pois estão desempregados, se os pais estivessem empregados as crianças teriam mais chances. Então há um círculo vicioso: pais desempregados, crianças e jovens sem chances e em desvantagens sociais.

Aqui, na Alemanha, a ajuda social do governo se dá de diversas formas: “Kindergeld” dinheiro para cada criança, 154 euros, “Wohnungsgeld” dinheiro para o aluguel ou dinheiro direto do Estado para comida, roupa, além do clássico abatimento no imposto de renda. São 35 bilhões de euros transferidos, por ano, para cidadãos se manterem vivos. Se não houvesse esse dinheiro a situação das famílias se agravaria levando mais 1,7 milhões de crianças caírem na pobreza.

 

Conseqüências das causas

 

 

Por toda parte na Alemanha se vê mulheres e homens trabalhando por pouquíssimo dinheiro, no que aqui é chamado de “mini-job” ou “mini emprego”, trabalho terceirizado. Trabalha-se pouco e ganha-se quase nada. As empresas preferem contratar essa pobre gente de forma terceirizada, que pagar um salário descente com contrato fixo. Com a terceirização os trabalhadores saem dos pisos salariais exigidos pelos sindicatos. Esta é uma situação conhecida no mercado de trabalho no Brasil. Tudo isso acontece com a ajuda dos políticos que afrouxaram a legislação trabalhista alemã para permitir que as empresas contratassem mão-de-obra por parcos euros à hora.

Não precisamos ir mais longe para localizar uma das causas da pobreza infantil, e de novo as estatísticas não mentem entre 2003 a setembro de 2007 o número de cidadãos alemães que trabalham em 2 empregos subiu em média 61%. Destes 2,1 milhões 2/3 deles são mulheres, a maioria acima de 40 anos até em idade de se aposentarem.

 

Casa ou profissao?

 

 

Muitas mulheres n´Este País-Alemanha vivem um dilema, ou trabalham fora, ou cuidam da prole. A principal causa disto é a falta jardins de infância. Não tendo com quem deixar os filhos, as mulheres que trabalham fora de casa, após a licença maternidade, que aqui pode durar até de 3 anos, são muitas vezes obrigadas a ficar em casa ou a reduzir as horas de trabalho recebendo menos.

A situação em outros países europeus nem sempre é a mesma, na França, por exemplo, as crianças, ainda bebês, são recebidas em berçários do Estado, sendo bem cuidadas o que possibilita às mães trabalharem tranquilamente. Lá o horário de funcionamento dos berçários é adaptado ao horário de trabalho das mães.

Ao contrário aqui na Alemanha é difícil se conseguir uma vaga nos jardins e os horários não são compatíveis com as necessidades das mães trabalhadoras. São raros os jardins que aceitam crianças com fraldas. Por lei as crianças têm o direito a uma vaga nos jardins somente após os 3 anos. As mães não têm alternativa que ficar em casa cuidando de suas crianças. O governo alemão se propôs, até o ano 2013, criar jardins de infância ou berçário para abrigar pelo menos um terço das crianças, até 3 anos. Uma meta que está muito longe de ser atingida.

Se não forem tomadas providências em relação ao desemprego, coisa difícil em tempos de concorrência com outros mercados onde a mão-de-obra é mais barata. Aquí lembremos do “O caso Nokia” relatado por mim aqui no OPS, quando a indústria Nokia de fabricação de telefones foi fechada na Alemanha e reinstalada na Romênia. Não vamos estranhar que Alemanha estara novamente disputando os primeiros lugares no ranking negativo da Unifec nos próximos anos.

Os políticos, ah, eles de novo, incoerentes pedem mais dinheiro para o “Kindergeld” ao invés de legislarem por mais postos de trabalho. Os Verdes são contra a elevação do valor pago para cada filho e são pela construção de mais jardins da infância. Eles alegam que o dinheiro pago, muitas vezes vai servir para tapar buraco no orçamento doméstico e não beneficia às crianças como já foi comprovado na prática no Estado de Thuringen. Com razão, o Estado distribui o que arrecada. Se não houver geração de riqueza não há como redistribuir a renda.

 

Enquanto isso na fazenda ao lado...

 

 

... Dois terços das crianças na Alemanha vivem como nunca viveram as crianças de outras gerações passadas. São bem alimentadas, viajam duas vezes por ano com os pais em férias. Crianças e jovens de 6 a 13 anos têm à sua disposição, poupança, recebem dinheiro de mesada e dinheiro como presenste de aniversário e primeira comunhao, num total de 5,76 bilhões de euros, segundo a pesquisa de Kids-Verbrauchanalyse de 2007.

 

Essas são crianças felizes e como tudo indica vêm de família que tem propriedade rural e estão sendo educadas para o futuro. Pelo que vemos o motorista já assumiu a responsabilidade da direção, já a carga parece se divertir...

 

Absurdo

 

 

O Ministério para a Família acha a estatística “absurda”. É senhora ministra, são mesmo absurdidades da modernidade só porque que a senhora acha nas estatísticas oficiais do Armutberich der Bundesregierung (Relatório Oficial da Pobreza) Este País-Alemanha está um pouco melhor, em 8° lugar e não em 5°lugar como foi noticiado no relatório da UNICEF.

É realmente um absurdo.

 

Fotos: Solange Ayres.

 

Fonte:

Der UNICEF- Berich zur Lage von Kirndern in Deutschland.

Gráfico: UNICEF.

Stern-Politik & Panorama.

Telepolis/Kinderarmut in Deutschland.

Sozialhilfe-24.

Tagesspiegel.

Wikipédia: em alemão.

Armutsbericht 2008 Bundesregierung.

Deutscher Bundestag- Kinderarmut in Deutschland.

Bündnis 90/Die Grünen.

Planet Wissen.

Kds Verbraucher Analyse 2007.

Bundesagentur für Arbeit.



Adicione esta página ao seu Marcador Social favorito
Digg! Reddit! Del.icio.us! Google! Live! Facebook! StumbleUpon! Yahoo! Joomla Portal
Comentários
Adicionar novo RSS
+/-
Escrever um comentário
Nome:
E-mail:
 
Website:
Título:
UBBCode:
[b] [i] [u] [url] [quote] [code] [img] 
 
 
Por favor coloque o código anti-spam que você lê na imagem.
marcia |18-07-2008 13:00:02
Quem diria um país desta potencia, com habitantes vivendo no 3º mundo. Viaje conheça países, novas culturas,invente tecnologias avançadas,mas uma coisa sempre será a mesma: a pobreza,a desigualdade social e a vizeira do governo para fingir que vê, que faz alguma coisa e ás vezes para dizer que não existe.É triste.Seus temas são ótimos o da Morsal jamais irei esquecer.abraços
Solange Ayres  - Dura realidade |18-07-2008 13:15:48
avatar Marcia, a realidade é dura também para os alemaes.Esse relatório da UNICEF causou incomodos e toda imprensa discutiu o assunto. O Estado prometeu mais dinheiro, mais isso e aquilo. Vamos acompanhar a lista da UNICEF o próximo ano para ver mesmo se o governo tomou as devidas providencias.
Um grande abraco para a galera do... Marajás, estou morrendo de saudades.
Solange
DirleneMarques  - Pobre Alemanha |19-07-2008 06:39:47
Oi Solange
De fato o seu texto vemtrazendo dados concretos para confirmar a discussao sobre a globalizacao neoliberal que fiz no meu texto. A pobreza, como voce disse, vista do ponto de vista relativo e tao gritante na rica europa e no Brasil e no mundo subdesenvolvido.
Beijos
Dirlene
Caito  - Estou chocado! |23-07-2008 10:44:44
Nossa meu, estou impressionado. Essa coluna é realmente muito boa na tarefa de desmistificar certas idéias sobre o que acontece fora de nossas fronteiras. è assustador ver que um páis consegue chegar a ser a economia mais forte de um continente baseado na extrema má distribuição de renda. Parece um lugar que eu conheço!

Muito bom texto, de novo!

Abraço
Solange Ayres |23-07-2008 13:30:33
avatar Caito, quando sairam os dados sobre a pobreza infantil na Alemanha também fiquei impressionada e entao resolvi reunir as informacoes para os leitores do OPS. Visite-nos sempre e vamos aprender juntos um pouco mais sobre Este País Alemanha. Um abraco. Solange
Ricardo Montero |24-07-2008 10:04:12
avatar Excelente matéria, Solange. Jornalismo de primeira, que mostra a inexistência de sociedades perfeitas e desmistifica a idéia de que mazelas ocorrem exclusivamente no Brasil.
Wieland  - O capitalismo é o mesmo |25-07-2008 19:42:25
Querida Sô, parabéns pelo texto que traz informações importantes sobre uma realidade social que insiste em não ser tornada pública nesse mundo capitalista! Aliás, é comum nos chocarmos com relatos como o seu por dois motivos: um óbvio e o outro nem tanto. O primeiro, como disse acima, creio ser o fato de que o padrão de qualquer estado é o de se preservar como já lembrava Gramsci. A tal da opinião pública é permanentemente alimentada para construir uma visão de mundo em que tudo se apresenta sem problemas ou com eles "sob controle", poderíamos assim resumir. A outra mais complexa diz respeito ao fato de que nós mesmos estamos imersos nessa "opinião pública". Com isso, enxergamos que os países desenvolvidos "resolveram" os problemas sociais. Não teria pobreza, não teria exploração ou essa seria "menor". Entretanto, não custa lembrar que o captialismo continua como modo de produção central, acionando todos mecanimos possíveis para baratemaento da força de trabalho como diria o velho Marx e que muitos hão de achar muito "acadêmico" assim tratar o problema. A questão das crianças e da migração está para não nos deixar esquecer. Enfim, na rica Alemanha há também exploração do trabalho humano, como reconhece a própria agência oficial dos países ditos desenvolvidos...
cbueno |25-07-2008 19:52:21
........talvez não me importasse de ser pobre na Alemanha !!!
Solange Ayres  - Mazelas daquí e de lá |29-07-2008 11:57:08
avatar Ricardo, quando as estatísticas cairam na imprensa,deu discussao para todo lado. Era debate que nao acabava mais e se tinha a impressao que todos que estavam alí se incomodavam muitíssimo com o tema "pobreza na Alemanha".Tanto debatedores quanto o público. Parece que muitos alemaes nao sabiam das mazelas em sua própria terra. Tenho certeza que voltaremos a falar deste assunto o ano que vem. E como o velho ditado: Nem tudo que reluz é ouro. Outro dia as minhas colegas de trabalho ficaram chocadas quando viram cidadaos alemaes revirando os conteiners de lixo de uma rede de supermercados. E elas disseram: "Mas a Alemanha é um Estado Social?!". A lua também tem seu lado escuro.
Um abraco e obrigado pelos comentários. Que bom que o artigo tenha tido ecos no OPS.
Cesar Kiraly |07-08-2008 14:49:16
Oi,
é. Mas é consenso, pelo menos entre sociólogos, de que é melhor ser pobre em um país rico do que ser pobre em um país pobre. Basicamente porque os países pobres aprenderam a segregar a pobreza de um jeito que os países ricos ainda não aprenderam. Os modos de segregação da pobreza em países pobres são os mais criativos: desde a qualidade dos serviços públicos, e distinção entre o saneamento dos bairros até a sistemática dizimação de jovens com determinada cor e faixa etária. Para não falar no incentivo público a mortalidade infantil. Esse raciocínio parece ser tão verdadeiro quanto: é melhor ser minoria étnica num país pobre do que em um país rico. Porque os países ricos desenvolveram mecanismos de ódio e controle a minorias que os países pobres não foram capazes de desenvolver. Isso com relação às minorias em Estados industrializados. Não vale falar nos massacres africanos, porque o problema é outro. A crença acerca do perigo do estrangeiro é mais intensa em um Estado rico, do que em um Estado pobre, e a crença na necessidade de se ignorar a pobreza (inclusive as execuções policiais) é mais intensa em um Estado pobre do que em um Estado rico. Penso que devemos concluir. O capitalismo contemporâneo não sabe o que fazer com os pobres. Não sabe se os mata, se os enterra, ou se os incorpora.
Um abraço,
Cesar Kiraly
Solange Ayres  - Mata, enterra, afoga |10-08-2008 11:46:04
avatar Alo Kiraly
A sociedade alemã faz um esforço enorme para incorporar as minorias e os pobres e se vai conseguir é outra discussão. Aquí correm bilhões para programas sociais mas os problemas estruturais causados pelo capitalismo não serão resolvidos somente com transferência de renda. No máximo silenciarão momentaneamente aqueles que vivem do sistema social. Vejo que mesmo com todos os esforços a probreza aumenta e a gente vê cidadãos revirando lixo para comer, tendência a aumentar, segundo as prognoses. O capitalismo na Alemanha sabe o que fazer com os pobres e tenta incorpora-los por enquanto, enquanto eles ainda são uns poucos da população. Se ultrapassar a cota, tenho certeza que haverão formas criativas de como trata-los, possivelmente, olharão por cima da cerca para ver como é feito nos paises pobres, não demora. Quanto ao perigo estrangeiro, contra os imigrantes africanos, a Europa, precisamente o governo do Sr Berlusconi, ja esta tomando"medidas cabíveis"em águas italianas: Afoga-os ou deixa afogar.Obrigado pela visita e os comentários.Solange
>>>>>>>>>>>  - o capeta |17-09-2009 16:15:36
[size=x-large][/size filha da puta o vc caralho]
Avaliação do Usuário: / 0
PiorMelhor 

OPS!

  • O Manifesto Slow Science ___Em meio a uma conversa, um amigo querido me falou sobre a Slow Science. Eu, que nunca havia ouvido falar, fui me informar sobre o que se tratava. Achei a ideia bem interessante, tanto que acabei por divulgá-la no meu blog. ___Como as...
  • Em cartaz: Elvis & Madona ___No meu último editorial, prestei loas a um dos escritores da casa que eu mais aprecio, o Luiz Biajoni. Como disse no texto, gosto mais ainda do trabalho dele como romancista. E, como isto aqui é um editorial e, portanto, pode ser destinado...
  • Combater a homofobia e defender os direitos dos homossexuais: um desafio para o Brasil Com as várias notícias recentes de violência contra homossexuais, ficou patente que a homofobia é um problema sério no Brasil. Isso fica ainda muito mais grave se pensarmos que o poder público vem se omitindo gravemente em relação...
  • Os blogues do OPS: Biajoni ___Dizer que cada blogueiro tem suas características é começar esta resenha com uma afirmação banal e que só serve para chover no alagado. Mesmo assim, creio eu, ela não só cabe, como é, também, é um pouco importante no caso que vou...
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
  • 11
  • 12
  • 13
  • 14
  • 15
  • 16
  • 17
  • 18
  • 19
  • 20
  • 21
  • 22
  • 23
  • 24
  • 25
  • 26
  • 27
  • 28
  • 29
  • 30

Arte e Entretenimento

  • Um Clooney, dois filmes.  Sempre deixei claro aqui que a grandiosa festa do Oscar não significa nada para o cinema em termos de qualidade, relevância ou inovações. Nem é sinônimo de belos roteiros, fotografia e direção. Quero dizer com isso que – independente...
  • Sax, Murphy & Rollins: além das impressões   Eu nunca gostei muito de Saxofone. Achava um instrumento previsível – claro que essa visão se dava muito pelo meu desconhecimento. Porém um dos fatores que mais me fizeram desgostar do Sax foi Kenny G. – que eu chamo “fator...
  • Rotas Alteradas em 2012  Há muitos meses não escrevo nada aqui na minha coluna, e olhando agora para esse período parece que andei meio embriagado com as discografias de Van Morrisson e de Leonard Cohen, que venho aos poucos baixando, álbum por álbum, e dedicando...
  • Eu e minhas preferências.     Não vou aqui me atrever a destrinchar os mecanismos por trás das preferências individuais. Mas posso dizer que por trás das preferências existem muitos fatores, psicológicos, emocionais, sociais, afetivos, etc. E o que leva...
  • Eu, Daniel Piza e a conjuntura frágil. O Daniel Piza nunca foi um crítico de música. Não sei nem se ele tinha a pretensão de ser, mas o fato é que muitos se referiam a ele com tal alcunha. Porém a música era tema constante de suas colunas – ora tratada individualmente,...
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
  • 11
  • 12
  • 13
  • 14
  • 15
  • 16
  • 17
  • 18
  • 19
  • 20
  • 21
  • 22
  • 23
  • 24
  • 25
  • 26
  • 27
  • 28
  • 29
  • 30

Vida e Estilo

  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10

Assine o OPS! por mail

Assine o OPS! por e-mail:

Entregue por FeedBurner

Ciência e Humanidades

  • Urbanização e Cidades Ecológicas A população mundial passou de 2,5 bilhões de habitantes para 7 billhões entre 1950 e 2011. No mesmo período a população urbana passou de 730 milhões (29%) para 3,6 bilhões de habitantes (51% da população total). Enquanto a população...
  • A destruição do cerrado Quando Juscelino Kubitschek decidiu construir Brasília ele não pensou apenas em fazer uma capital no interior e que pudesse integrar as diversas regiões do país, mas também abrir novas oportunidades para a exploração do Cerrado – que...
  • Rio + 20: o papel da política populacional na sustentabilidade ambiental A divisão de população da ONU divulgou um paper no final de 2011 resumindo os principais resultados das projeções de população para o mundo no século XXI e mostrando a importânica da dinâmica demográfica para a sustentabilidade ambiental....
  • O fim do crescimento econômico? A economia internacional apresentou a maior recessão dos últimos 75 anos em 2009, quando o PIB mundial caiu 0,7%, enquanto a população crescia em torno de 1% ao ano. Muitos analistas passaram a questionar a capacidade de retomada da economia....
  • A opressão do Rio Tietê “Do rio que tudo arrasta se diz que é violento, mas ninguém diz violentas as margens que o oprimem”. Bertolt Brecht No dia 25 de janeiro de 2012 São Paulo comemora 458 anos sendo a cidade mais populosa e mais rica (em tamanho do...
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
  • 11
  • 12
  • 13
  • 14
  • 15
  • 16
  • 17
  • 18
  • 19
  • 20
  • 21
  • 22
  • 23
  • 24
  • 25
  • 26
  • 27
  • 28
  • 29
  • 30

Liberdade e Utopia

  • A soma de todos os erros - Pt 9 de 9  A soma de todos os erros – O nono Olá, você que lê! É hora de continuarmos o texto anterior de A Soma de Todos os Erros. Se você está começando aqui, recomendo que leia o conteúdo anterior.     Em resumo, estou explicando...
  • A soma de todos os erros - Pt 8 de 9  A soma de todos os erros – O oitavo   Olá, você que lê! É hora de continuarmos o texto anterior de A Soma de Todos os Erros. Se você está começando aqui, recomendo que leia o conteúdo anterior.    Em resumo, estou...
  • A soma de todos os erros - Pt 7 de 9  A soma de todos os erros – O sétimo Olá, você que lê! É hora de continuarmos o texto anterior de A Soma de Todos os Erros. Se você está começando aqui, recomendo que leia o conteúdo anterior.   Em resumo, estou explicando...
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5

Mundo

  • Schnuppern, schlurfen, schmecken - Weinprobe in Kloster Eberbach Die Tür steht offen, mehr noch das Herz   So steht es im Internet-Portal des Klosters Eberbach. Tatsächlich erweckt die Wahrnehmung der Atmosphäre von Kloster Eberbach Kultur und Geschichte. Auch aus diesem Grunde gelangte das phantastische...
  • Os ventos de Fukushima sopram sobre a Alemanha   Esta semana foi anunciado o histórico e ambicioso programa de fechamento das usinas nucleares alemãs. Interessante guinada  “verde”, já que quem fez o anúncio  não foi nenhum “Verde” de verdade e sim, Angela Merkel, a Chanceler...
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10

Caixote de Sabão

  • Se daqui a mil anos Meus amigos daqui da Suiça não sabem o que é pobreza. Nunca viram. Tem uma dificuldade enorme de imaginar o que significa fome num contexto que não seja "tô com fome, vamos sair pra comer pizza?"....
  • Manifesto Contra a Criminalização do Aborto - Não é hora de retrocessos Solicitamos sua assinatura de apoio a esse Manifesto para expressar nossa indiganação pelo uso que vem sendo feito de uma grave questão de saúde pública, questão essa do interesse de toda a população,...
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4

Cole no seu blog

 Visite a Coolmeia

Login

             Sem conta?

Livros dos nossos autores:

Assine o feed

RSS do OPS!
Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons

OPS! no Twitter

Parceria

girafa_trevo