O caso Eloá e o fim da violência contra a mulher

Ciência e Humanidades - Demografia

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O sequestro e a morte de Eloá é mais um exemplo dramático da violência de gênero que nos coloca a necessidade de reforçar a mobilização no dia 25 de novembro: Dia internacional pelo fim da violência contra a mulher.

A morte da adolescente Eloá, de apenas 15 anos de idade, que foi vítima do ciúme e do sentimento de posse do ex-namorado Lindemberg, se transformou em mais um caso de violência contra o sexo feminino, que infelizmente não é um fenômeno raro e isolado, mas algo generalizado e que traz enomes prejuízos para as pessoas, as comunidades e o país. Segundo a mãe de Eloá: "Ele a tratava como uma boneca, era propriedade dele. Ele disse que se ela não fosse dele não seria de mais ninguém".
 
Alguns dias depois do caso Eloá, um outro jovem da mesma idade de Lindemberg, Daniel Pereira, matou a ex-namorada Camila Araújo, de 16 anos, na frente de um bebê de menos de 2 anos, filho dos dois. No dia 24 de outubro, um homem de 46 anos atirou contra sua mãe, sua esposa, os três filhos e depois se suicidou, no Centro de Franca. No dia 25 de outubro, no bairro de Pau de Lima, em Salvador, o mecânico Genivaldo Pereira, de 20 anos, manteve sob sequestro, por mais de 12 horas, a ex-namorada Driele Pitanga Santos, de 18 anos, grávida de oito meses. Neste caso o agressor libertou a refém e não ofereceu resistência à ação policial e não negou o crime.
 
Mulheres vítimas da violência de gênero fazem parte de uma triste realidade no Brasil há muito tempo. Por exemplo, o assassinato da jornalista Sandra Gomide pelo diretor de redação de O Estado de São Paulo, Antônio Pimenta Neves, mostra que a violência contra a mulher atinge todas as classes sociais e estratos educacionais. Pimenta Neves se achava dono da vida de Sandra pois foi ele quem a contratou e a promoveu. A morte da jornalista foi o desfecho trágico de uma série de violências que começou com a demissão, as ameaças, a perseguição e a intimidação. Ele a considerava sua posse e sua presa e não admitia que ela pudesse ter uma vida independente e livre. Crimes como este são comuns e a impunidade faz com que se reproduzam nas relações contidianas e se perpetuem ao longo das décadas.
 
Mas além destes atos criminosos, a violência contra a mulher ocorre de várias formas:
·        No mercado de trabalho as mulheres estão, na média, em piores ocupações e auferem menor remuneração; são discriminadas nos processos de admissão, promoção, capacitação e ocupação de cargos de chefia; sofrem com o assédio sexual e o constrangimento sexual por parte de seus superiores hierárquicos.
·        As mulheres são as principais vítimas da violência ocorrida no âmbito doméstico. As lesões corporais produzidas por agressões físicas (socos, bofetões, pontapés e objetos que machucam) são a principal queixa das mulheres, seguidas das ameaças de morte e outros danos, pelo estupro (quando a mulher ou mesmo esposa é obrigada a manter relações sexuais sob ameaça ou violência) e o atentado violento ao pudor.
·        A violência sexual se dá através de atos libidinosos, atentado ao pudor, sedução e abuso sexual que, podem não deixar marcas físicas, mas podem deixar seqüelas psíquicas irreversíveis. As crianças são as principais vítimas da violência sexual no âmbito doméstico, das práticas de pedofilia ou dos casos de prostituição infantil, quando as meninas são sexualmente exploradas, gerando lucros para uma ampla rede de cafetões.
 
A violência de gênero é um problema não só brasileiro, mas mundial, que atinge as mulheres independentemente da idade, cor, etnia, religião, nacionalidade, opção sexual ou condição sexual. A violência contra a mulher tem um efeito social perverso, pois afeta o bem-estar, a segurança e o crescimento pessoal e auto-estima feminina.
 
Para dar maior visibilidade ao tema, o dia vinte e cinco de novembro foi definido como Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher. A data foi instituída durante o 1º Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe (Bogotá, 1981) e reverencia a memória das irmãs Mirabal, brutamente assassinadas na República dominicana durante o regime do ditador Trujillo, em 1960.
 

Para que o dia 25 de novembro – Dia internacional pelo fim da violência contra a mulher – não passe em brancas nuvens é preciso uma tomada de consciência e uma mobilização nacional para combater a epidemia da violência. É preciso, por exemplo, colocar em prática e tornar efetiva a Lei Maria da Penha em todo o território nacional. Mas antes de tudo, é preciso mudar a cultura machista e combater as desigualdades de gênero em todos os seus aspectos.



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Geraldo Gomes  - Violência Confundida |06-11-2008 19:45:39
Qual é o dia internacional da violência?Quantos tipos de violência existem no planeta terra?Que local habitado por seres humanos não há violência?Por que não existem homens ou mulheres talentosas ou genios na prática da não-violência?Com que idade o ser humano pratica à sua primeira violência?Sem a violência o estaríamos fazendo?E etc.etc.etc.Meu caro,lamentavelmente não existem pessoas capazes de repudiarem e de renunciarem os "meios" que fazem com que o "espírito" da violência alimente-se e floresça!Ex:Existem pessoas ganhando prêmios e nobéis por se apresentarem defensores da PAZ.E a FOME no planeta terra?E a INDIFERENÇA[a maior das violências]dos seres humanos?Qual a CAUSA da violência domestica?O AMOR!EX:Conheces alguém que "juntou-se" à outro livremente para praticarem sexo porque odiavam-se?Conheces alguém que "juntou-se"à outro para praticarem sexo e formar uma família porque desejavam-se agredirem-se?O que é a violência?É uma indústria fabricada pelos seres humanos que gera lucros e que proporciona felicidades!CONCLUSÂO:A violência não é o resultado das ações de um grupo específico mas sim o resultado das ações de uma espécie específica[HUMANA].Se conheceres alguém capaz de assumir suas próprias anormalidades[violências]e com coragem para enfrentar 6 bilhões e alguns milhões de seres violentos saibam que já existe um parceiro[EU].Mas quem tem coragem para tal desafio?Muitas coisas boas prá você e boa noite!
José Eustáquio  - Violencia |07-11-2008 21:49:25
Existem realmente alguns tipos de violencias que são difíceis de entender e aceitar. O caso da menina Rachel Genofre, de Curitiba, violentada e morta aos 9 anos, é um deles.
Giovanni |20-11-2008 12:41:04
Há ser feita uma campanha semelhante àquela feita na Austrália, sobre os caras que corriam nas vias públicas:
"Homem que comete violência contra mulher é broxa"...
Está realmente insuportável
Daniela  - A violencia contra a mulher |08-03-2009 14:34:54
De que a violencia contra a mulher acabace
gabriela  - Odeio injustiça |08-04-2009 17:07:48
:X esse tipo de gente me inojaaa ain odeioooo isso fikei super chateada com o caso da eloa ;)
Me tuíta!
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