A Demografia: Suas Contribuições e Possibilidades

Ciência e Humanidades - Demografia

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A palavra demografia é formada por dois vocábulos gregos: dámos (Demo) que quer dizer povo, população ou povoação; e gráphein (grafia) que quer dizer ação de escrever, descrição, tratado ou estudo. A demografia estuda o tamanho da população, sua composição por sexo e idade e sua taxa de crescimento (positiva ou negativa). O termo demografia foi utilizado pela primeira vez, em 1855, pelo pesquisador belga Achille Guillard e hoje faz parte dos currículos escolares de todo o mundo, embora ainda careça de maior reconhecimento, especialmente no Brasil.

A palavra demografia é formada por dois vocábulos gregos: dámos (Demo) que quer dizer povo, população ou povoação; e gráphein (grafia) que quer dizer ação de escrever, descrição, tratado ou estudo. A demografia estuda o tamanho da população, sua composição por sexo e idade e sua taxa de crescimento (positiva ou negativa). O termo demografia foi utilizado pela primeira vez, em 1855, pelo pesquisador belga Achille Guillard e hoje faz parte dos currículos escolares de todo o mundo, embora ainda careça de maior reconhecimento, especialmente no Brasil.

 

Os principais componentes da dinâmica populacional são a natalidade, a mortalidade e a migração e estão expressos na equação básica da demografia:

 

P2 = P1 + N1-2 – O1-2 + I1-2 – E1-2

 

Onde,

P corresponde ao tamanho da população,

N ao número de nascimentos,

O ao número de óbitos,

I ao número de imigrantes,

E ao número de emigrantes

e os índices: 1 (um) ao tempo inicial; e o 2 (dois) ao tempo final.

 

Assim, em um dado território e em um lapso de tempo compreendido entre os períodos 1 e 2, o tamanho final da população é determinado pela população inicial mais o número de nascimentos do período, menos o número de óbitos, mais o número de imigrantes e menos o número de emigrantes.

 

A partir desta equação básica, a demografia desenvolveu sofisticados métodos de análise dos três componentes da dinâmica populacional e um expressivo número de técnicas quantitativas. No curto prazo, a análise demográfica é capaz de explicar e prever de forma bastante precisa o tamanho, a evolução e a composição das populações. Já as projeções de longo prazo são sempre sujeitas às mudanças socioeconômicas e comportamentais. Mesmo assim, a demografia é capaz de traçar, com razoável grau de certeza, os cenários futuros da dimensão, das taxas de crescimento e da estrutura etária das populações.

 

Alguns livros textos definem a demografia de duas formas: uma estrita e outra ampla, referindo-se, no primeiro caso, à demografia formal e, no segundo caso, aos estudos de população. A demografia formal se apoia nas estatísticas vitais e nas duas variáveis que formam a pirâmide etária da população: sexo e idade. Os estudos de população abarcam outras variáveis que dão conta das características sociais, econômicas e culturais das populações.

 

No cerne da demografia está o debate sobre população e desenvolvimento que teve seu início no final do século XVIII no bojo da Revolução Francesa. Dois pensadores iluministas – William Godwin (1756-1836) na Inglaterra e Condorcet (1743-1794) na França – criaram as bases de uma abordagem otimista e progressista dos estudos populacionais. Eles viam no progresso da “perfectibilidade humana” as raízes para um mundo mais justo e com maior qualidade de vida.

 

Mas em reação aos escritos de Godwin e Condorcet e contra os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade da Revolução Francesa surgiu o pensamento pessimista do pastor anglicano Thomas Malthus (1766-1834), que via o crescimento populacional desenfreado com a causa da fome, da miséria e das guerras. Portanto, desde dois séculos atrás, a população é vista, ora de maneira positiva e como fonte da riqueza e do bem-estar e, ora, como um entrave ao desenvolvimento e causa da maioria das mazelas sociais.

 

De certa forma, visões pessimistas e otimistas ainda se fazem presentes no debate demográfico. A população mundial que era de cerca de 1 (um) bilhão de habitantes em 1800 passou para 6 (seis) bilhões no ano 2000 e deve chegar a 9 (nove) bilhões em 2050. Alguns olham estes números com otimismo e outros com pessimismo. Há aqueles que se preocupam com os efeitos da população e do crescimento econômico sobre o meio ambiente.

 

Contudo, a despeito das controvérsias, existem alguns dados que são inquestionáveis e alvisareiros: durante o século XX a humanidade conseguiu vencer a mortalidade precoce e, pela primeira vez na história, conseguir dobrar a esperança de vida, ou seja, a população mundial que vivia, em média, menos de 30 anos em 1900 passou a viver mais de 60 anos em 2000. No Brasil os ganhos foram ainda maiores e a esperança de vida dos brasileiros já ultrapassou os 70 anos.

 

Por outro lado, a transicão demográfica possibilitou uma redução do número médio de filhos. As mulheres que tinham em média 6 filhos em 1900 pasaram a ter menos de 3 filhos na virada do milênio. No Brasil a taxa de fecundidade já chegou, atualmente, a 2 filhos por mulher. Mudanças na estrutura das famílias e nas relações de gênero e entre as gerações mudaram a dinâmica familiar e domiciliar. Certamente estas mudanças gerais não se deram de maneira homogênia, mas sim de maneira desigual entre os países, de forma heterogênea no espaço e na distribuição nos territórios nacionais e regionais e, em alguns casos, com grande defasagem temporal.

 

A demografia lida com problemas complexos, mas não é uma ciência hermética. Ao contrário, os processos demográficos estão presentes diariamente na mídia e sempre sugem pessoas falando de “explosão” ou “implosão” populacional, de planejamento familiar, descriminalização do aborto, queda da mortalidade infantil, aumento da longevidade, envelhecimento populacional, migração rural-urbana, migração internacional e fuga de cérebros, educação e capital humano, alta fecundidade dos pobres e violência, oferta e demanda no mercado de trabalho, diferenciais de cor/raça, gênero, geração e classe, etc.

 

Nessa coluna do OPS vamos tratar destas questões de uma maneira científica, embasada em estudos e pesquisas acadêmicas feitas no Brasil e em outras partes do mundo. Vamos buscar “demografizar” o debate e mostrar que a demografia não é um bicho de sete cabeças. Ao contrário, os estudos populacionais são elucidativos e têm muito a contribuir para o entendimento da realidade brasileira e mundial.



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Leidimar R. de Oliveira  - Assunto demografia |19-05-2008 15:56:55
Eu concordo com o Sr. José Eustáquio. O estudo da DEMOGRAFIA contribui muito para as pesquisas polulacionais. Ela nos dá um suporte basicamente exato do contexto da atualidade, sem ela não temos uma base. Como ele citou alguns casos do dia-a-dia pela mídia a qual ouvimos a todo instante.
Obrigada por nos proporcionar um assunto tão relevante.
Maria Monk  - Mrs. |26-05-2008 16:20:39
O estudo demograficio eh muito importante pro desenvolvimento, crescimento e planejamento da populacao mundial. Concordo com o Sr. Jose Eustaquio e gostei do artigo o qual foi muito interessante e instrutivo. Obrigada p/ artigo.
~iiioooopppu  - çç~çççç |23-04-2009 13:09:32
:0 :0 :angry: :angry: :silly: :dry: :lol: :kiss: :( :( :shock: :shock: :evil: :) :) :side:ljlççklçklç
Me tuíta!
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